E-lixo: o que fazer com os resíduos eletrônicos.


A cada ano que passa, há um aumento significativo na produção de lixo. Isso porque passamos a consumir mais e consecutivamente, gerar mais lixo. O Brasil é um dos países que mais produz lixo, com base nos dados obtidos pela Associação Brasileira de Limpeza Pública (Abrelpe), é produzido cerca de 1,52 milhões de toneladas de lixo por semana. No ano de 2010, foram gerados cerca de 66,69 milhões de toneladas de resíduos sólidos, ao compararmos esse número com os dados obtidos em 2020, houve um aumento expressivo de 18,6% na produção de resíduos sólidos urbanos, ou seja, o Brasil passou a produzir 79,06 milhões de toneladas de lixo. Contudo, apenas 3% de todo lixo gerado no Brasil é reciclado, sendo outros 40% descartados corretamente e o restante descartado indevidamente. Com base nesses dados, podemos dizer que, consecutivamente, há um aumento nos impactos ambientais causado por pelo descarte incorreto.


Entretanto, esse é apenas um panorama sobre o descarte de resíduos urbanos no Brasil, o nosso foco será no descarte de lixo eletrônico, que vem crescendo exponencialmente também, gerando preocupações por parte de órgãos ambientais, visto que, partes dos resíduos eletrônicos não passam pelo processo de reciclagem e seus componentes eletrônicos podem gerar danos ao meio ambiente.


Com base nisso, no texto de hoje vamos abordar sobre lixo eletrônico e como descartá-lo corretamente. Boa leitura!


Mas afinal, o que é lixo eletrônico?

Você sabe o que é lixo eletrônico? Denominam-se como lixo eletrônico, resíduo eletrônico ou e-lixo, todo e qualquer material oriundo de equipamentos eletrônicos que estão danificados e/ou que perderam a utilidade, tais como, computadores, smartphones, tablets, aparelhos de TVs, câmeras fotográficas, entre outros. Além disso, as pilhas e baterias descarregadas estão incluídas nesse universo de lixo eletrônico.

Nos últimos anos, houve um expressivo aumento no consumo de equipamentos eletrônicos, o que por consequência, também gera um aumento na produção de resíduo eletrônico. Esta categoria de lixo vem se tornando cada vez mais um enorme problema ambiental, visto que grande parte deste lixo é descartada de forma inadequada, como, por exemplo, no lixo comum, cujo destino é os aterros sanitários.

Mas vale lembrarmos que os resíduos eletrônicos podem ser reciclados, visto que em sua composição encontram-se plásticos, metais e vidros. E ao passar pelo processo de reciclagem, transformando-se em matéria-prima para novos produtos, ao invés de parar em aterros sanitários, sendo que essas matérias-primas levam centenas de anos para se decompor totalmente na natureza.

Além do plástico, metal e vidro, o lixo eletrônico possui diversos componentes que são feitos de substâncias carcinogênicas, como: alumínio, arsênio, cadmio, chumbo, cobalto, níquel e cobre. Essas substâncias são nocivas à saúde humana e ao meio ambiente, capazes de contaminar o solo e aos lençóis freáticos.


Produção de e-lixo no Brasil e no Mundo

Segundo a Global E-Waste Monitor 2020 das Organizações das Nações Unidas (ONU), de 2014 a 2019 houve um aumento de 21% na produção de resíduos eletrônicos. Somente em 2019, foram geradas 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo, apenas 17,4% da produção total de lixo eletrônico foram recicladas, é um número expressivamente baixo. Em um novo relatório, a Global E-Waste Monitor preveem que em 2030 sejam geradas 74 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo.

O aumento significativo na produção de lixo eletrônico se dá principalmente pelo aumento no consumo de equipamentos eletrônicos que possuem ciclos de vida mais curtos. Tornando-se então, é uma das categorias de lixo que apontam maior crescimento ao redor no mundo, inclusive aqui no Brasil.

Ainda segundo o relatório emitido pela Global E-Waste Monitor, o Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina e o 7º maior produtor de e-lixo do mundo. É valido mencionarmos que os três maiores produtores de lixo eletrônico no mundo China, Estados Unidos e a Índia, juntos somam 38% da produção total de lixo eletrônico em 2019.

O Brasil produz anualmente, cerca de 1,5 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, contudo, apenas 3% recebe um descarte adequado, sendo que o restante desse montante é descartado como lixo doméstico, o que poderia ser destinado a centros de reciclagem. Estima-se que cada brasileiro produz por ano uma média de 8,3 quilogramas de resíduo eletrônico.

Mas afinal, onde devo descartar o lixo eletrônico?

Com base nos dados citados acima, cada brasileiro produz em média 8,3 quilogramas de resíduo eletrônico, isso por si só, já é um grande problema. Agora se pensarmos no âmbito empresarial, essa quantidade pode ser ainda maior. Visto que, uma empresa independente do porte, pode ter muitos dispositivos eletrônicos, e esses dispositivos têm ciclos de vida e/ou podem ser danificados permanentemente, ou seja, vão precisar ser descartados. Sabemos que alguns desses resíduos eletrônicos podem dar vida a novos aparelhos, portanto, devemos nos atentar na hora de destinar o lixo eletrônico.

No Brasil, contamos com diversos pontos de coleta de lixo eletrônico, fica normalmente espalhado em lugares estratégicos, tal como, supermercados, lojas de equipamentos eletrônicos, etc. Entretanto, esses pontos de coleta só existem por conta da Lei 12.305/2010 que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Conforme a Lei 12.305/2010 é atribuída aos fabricantes dos produtos eletrônicos a responsabilidade por recebê-los de volta ao final do seu ciclo de vida para serem não sejam descartados no lixo comum. A recepção dos produtos danificados, com o ciclo de vida finado é chamada de logística reversa. Com base na lei, a logística reversa é um processo simples, onde todo equipamento produzido, deve ter uma destinação correta ao final da sua vida útil. Visto que, os resíduos eletrônicos apresentam grande risco ao meio ambiente e a saúde humana.

Vantagens para empresas que destinam o seu lixo eletrônico corretamente

Entretanto, fazer a destinação correta do lixo eletrônico torna-se um ponto positivo para as empresas, visto que, contamos com a Certificação do Descarte Ecológico. Empresas que possuem essa categoria de certificação garantem a destinação adequada do lixo eletrônico, tornando-se uma empresa ambientalmente correta. São medidas simples, que agregam valor comercial à empresa, pois, são atitudes em prol ao meio ambiente que chama a atenção do público, colocando a empresa em destaque por estarem alinhadas as questões ambientais e cumprindo a legislação proposta pela lei 12.305/2010.


Encontre pontos de coleta de lixo eletrônico na sua cidade

Possui equipamentos eletrônicos que não tem mais utilidade? Entre em contato com o fabricante para saber se eles oferecem a política de logística reversa. Ou consulte pontos de descarte de lixo eletrônico na sua cidade através de sites especializados para tal serviço, como, por exemplo, o site da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos (abree.org.br). Além disso, há diversas ongs que coletam lixo eletrônico para encaminhar para reciclagem.

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