• André Tafner

IoT - A internet das Coisas


Em 1969 surgia o Arpanet, o que conheceríamos alguns anos depois como internet. Arpanet surgiu em laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos durante o período da Guerra Fria, para que cientistas e militares pudessem se comunicar. Entretanto, apenas em 1982 que a Arpanet passou a receber o nome pelo qual conhecemos hoje, internet, devida a sua expansão outros países. Contudo, a internet era de uso exclusivo para desenvolvimento científico e acadêmico. Apenas em 1987 houve a liberação para uso comercial em território norte-americano.

Ao longo de décadas a internet foi se aprimorando, hoje ela é amplamente difundida. De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas) especula-se que mais de 3,9 bilhões de pessoas tem acesso à internet, ou seja, mais de 50% da população mundial tem acesso e faz uso da internet.

E desde então, a cada ano a internet se expande mais, pois, deixou de ser uso exclusivo de computadores. Hoje, levamos a internet na palma da mão através de smartphones, tablets. A internet se tornou uma ferramenta de trabalho indispensável, mas, não se limitou apenas isso, pois, contamos com redes socais para entretenimento e conteúdo pedagógico, sendo uma forte aliada para o ensino e aprendizagem.

Seu avanço tecnológico não se limitou apenas a conectividade e comunicação de computadores, tablets e smartphones, a mesma passou a ter conectividade com objetos utilizados no dia-a-dia. Eis então, que surge o conceito de internet das coisas, tema do nosso artigo de hoje.


Mas afinal, o que é a tal “Internet das Coisas”?

A internet das coisas ou Internet of Things (IoT) é a revolução tecnológica que parte do pressuposto em que uma cadeia de objetos utilizados no dia-a-dia estejam conectadas com a internet através de sensores para que tenha seu funcionamento apropriado. Esse conceito de objetos conectados a internet vem sendo discutido desde 1991, e foi apenas em 1999 que o pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Kavin Ashton propôs o termo “Internet das Coisas”.

A IoT são equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos que passaram do mundo off-line para o mundo online, um grande exemplo, são os televisores e os relógios que antes não possuíam sensores para se conectar com a internet, e hoje temos as chamadas Smart TV e os Smartwatch que possuem conexão com a internet. Entretanto, esses são apenas um dos exemplos mais simples da internet das coisas. Entretanto, como mencionado, a premissa internet das coisas é uma rede de objetos utilizados no cotidiano, conectados a internet, desde o mais simples televisor até o aspirador de pó e a geladeira.


Como a Internet das Coisas funciona?

De maneira geral e ampla, a internet das coisas funciona de uma forma bem simples, pois, há três fatores que operam para que os objetos utilizados no cotidiano estejam dentro do conceito da IoT. O primeiro fator para que estejam conectados, são necessários que os dispositivos tenham componentes adequados, tais como, sensores, chips ou antenas. Além disso, o segundo fator é a rede que será responsável por toda comunicação desses aparelhos, seja pelo Wi-fi, Bluetooth, 4G ou até mesmo o mais recente 5G. E por fim, é necessário que haja um sistema de controle para o processamento de dados, controlando cada dispositivo. São esses três fatores que proporcionam a funcionalidade de modo adequado dos aparelhos eletrônicos com o conceito da IoT.

Existem diversos objetos que já operam sobre o conceito de internet das coisas, abaixo podemos conferir alguns desses exemplos:


· Cafeteira: seu café pode ser feito a partir do momento que o despertador do smartphone toca, ou seja, o smartphone envia um sinal para cafeteira e ela prepara o café.


· Smart locks: são as fechaduras inteligentes, permitem que sejam controladas digitalmente pelos seus donos, via bluetooth ou conexão de rede móvel.


· Aspirador de pó: um aspirador que permite ser programado para realizar uma faxina na casa, sem a necessidade que alguém o controle.

Entre outras infinidades de aplicações em objetos utilizados no cotidiano. Contudo, a internet das coisas está limitada apenas aparelhos utilizados no nosso dia-a-dia, ela se aplica em escalas maiores e em grandes setores e no desenvolvimento de cidades inteligentes.


Outras aplicações da IoT:

As smart city são cidades que fazem uso de recursos tecnológicos, tais como, sensores que coletam dados de objetos físicos para o próprio desenvolvimento urbanístico e sustentável, são conhecidas como cidades inteligentes. Esse conceito está ligado a IoT, pois, os dados coletados dos sensores conectam dispositivos físicos às redes de internet para otimização dos serviços e operações prestadas a população, tais como, iluminação pública, coleta e gerenciamento de resíduos, mobilidade, segurança e emergência. A otimização desses serviços resulta claro, numa melhor qualidade de vida para os munícipes.

A saúde é uma área que pode se beneficiar muito com a IoT, através de um serviço de saúde inteligente que permite que pacientes sejam monitorados em tempo real através de pulseiras inteligentes com sensores que captam informações dos pacientes, tais como, seus sinais vitais e são capazes de enviar relatórios, laudos e exames para uma central especializada dentro dos hospitais, assim, fazendo com que o atendimento seja mais ágil e eficaz.

Além de cidades inteligentes, podemos contar também com campos inteligentes, ou seja, um setor de agricultura inteligente, visando o melhoramento das produções agrícolas através de sensores que captam condições climáticas, ativando o sistema de irrigação de acordo com a necessidade, fazendo com que a agricultura seja mais sustentável.


Vulnerabilidade e segurança:

Como já sabemos computadores, Notebooks, Tablets e Smartphones conectados a internet estão suscetíveis a ciberataques. Entretanto, objetos que operam sobre o conceito de IoT e tem conexão com internet também podem ser vulneráveis, uma vez que ainda não exista um regulamento que obrigue os fabricantes a garantirem a segurança dos dispositivos. Alguns dispositivos de IoT possuem recursos de segurança limitados, o que os tornam altamente atraentes para ciberataques. Um exemplo disso é eletrodoméstico que possuem a função de realizar a compra dos itens que estejam faltando, como, por exemplo, uma geladeira inteligente, para que a compra seja executada seus dados de cartão de crédito precisam estar vinculados ao seu sistema, se não possuir uma segurança adequada, pode ser um alvo fácil. Os mais suscetíveis a ciberataques são dispositivos cujas senhas não podem ser modificadas e/ou senhas consideradas fracas, falta de atualização nos softwares de segurança, quando disponibilizado.


A internet das coisas e o 5G:

Para que dispositivos funcionem sobre o conceito de IoT é preciso que os mesmos estejam conectados a uma rede de internet. E é aí que o 5G entra em campo, pois, sabemos que a revolução que a quinta geração de internet móvel traz, é seu planejamento para operar com baixas taxas de latência, ou seja, os dispositivos conectados a uma rede 5G vão ter um menor tempo de resposto, além do 5G apresentar maior estabilidade na conexão. É por isso que a IoT e o 5G estão fortemente correlacionados, pois, com o número crescente de dispositivos operando sobre o conceito de IoT, redes de conexão 3G e 4G não dariam conta comportá-los e oferecer uma estabilidade na conexão. O 5G é capaz de suportar e oferecer estabilidade para milhões de objetos conectados simultaneamente com eficiência.

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