O papel da tecnologia da informação em conflitos como o da Rússia e a Ucrânia.


Há pouco mais de três meses iniciou-se o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, desde o dia 24 de fevereiro de 2022, onde tropas russas invadiram o território ucraniano, os dois países do leste europeu passaram a ter as atenções voltadas pera si. Os motivos para a origem do conflito armado entre às duas nações, gira em torno de questões geopolíticas complexas, dividindo opiniões ao redor do mundo.

No entanto, esse conflito que já causou a morte de centenas de civis e provocou a busca de milhões de civis, por refúgios em países vizinhos, está impactando econômica e diretamente em vários países, contudo há setores que vem sofrendo aumentos significativos devido ao conflito, como, por exemplo, o setor alimentício e o prolífico, as taxas de câmbio.

Podemos citar como exemplo, que os impactos ocorrem em virtude das sanções econômicas aplicadas à Rússia, resultando, por exemplo, no rompimento de gás natural para diversos países. A Rússia se destaca na produção e exportação de gás natural. Já o setor alimentício também passa por fortes abalados desde o início do conflito armado, visto que somando a produção da Rússia e a produção da Ucrânia, juntas produzem e exportam uma parcela substancial para o mercado mundial de trigo (30%), milho (17%), cevada (32%), entre outros produtos do setor alimentício.

Caro leitor, talvez você esteja se questionando que o texto acima, difere do título do artigo, porém, neste conflito entre às duas nações, não ocorre apenas o emprego de tropas armadas, vai muito além do meio físico, pode-se dizer, que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia tornou-se uma “Guerra Híbrida”, a Federação da Rússia tem utilizado como estratégia, disparar ataques cibernéticos à Ucrânia, dado esse, conformado pela empresa de segurança digital Symantec. Por outro lado, o governo ucraniano tem se preparado com um “exército” de profissionais da tecnologia da informação, de modo a frear esses ataques.

Por tanto, nosso artigo de hoje, busca explorar como a tecnologia da informação está sendo usada nesse conflito, entre os dois países do leste europeu. Boa leitura!

Mas afinal, o que é tecnologia da informação?

Tecnologia da informação é a tradução da palavra de língua estrangeira Information Technology, aqui no Brasil, também é conhecida pela sigla TI.


Todavia, podemos dizer que o conceito da tecnologia da informação pode ser caracterizado como uma área do conhecimento da ciência da computação, composta de atividades e soluções propiciada por recursos computacionais sejam eles, hardware ou software, cuja premissa, é viabilizar a obtenção, o armazenamento, a segurança, o processamento, a comunicação, o gerenciamento e a utilização das informações normalmente de uma organização.

Sabe-se que a tecnologia da informação pode servir para diversas finalidades, ou seja, pode ser aplicada em diversas ocasiões, a depender muito da organização e da proposta profissional, geralmente, a tecnologia da informação está voltada para aplicações relacionadas à obtenção dos recursos de informação de uma organização.

Embora sua trajetória seja considerada relativamente recente, a tecnologia da informação possui grandes aspectos em seu desenvolvimento histórico. Podemos atribuir que o surgimento desta área de conhecimento, surgiu ainda na década de 1960, baseado no processamento de dados.

Nas décadas subsequentes, como, por exemplo, 1970, a tecnologia da informação avançou em direção à criação de sistemas de informações voltado para o gerenciamento, expandindo-se exponencialmente e voltando-se aos aspectos organizacionais nas corporações.


Nas duas décadas seguintes, houve uma grande expansão acerca da popularização da área de tecnologia da informação, propondo as organizações, um período de reformulação, adotando progressivamente tecnologias dessa natureza.


Com a chegada dos anos 2000 até agora, a tecnologia computacional se faz cada vez mais presente no meio corporativo, consecutivamente, adotando soluções de tecnologia da informação para a sistematização de tarefas e demandas.


O papel da tecnologia da informação no conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

A tecnologia da informação tem sido empregada por membros do governo ucraniano como uma estratégia não-armada para enfrentar o conflito com a Rússia, o que podemos chamá-la de guerra digital ou guerra híbrida. Munidos por armas periféricas e mídias sociais, os ucranianos utilizam a comunidade digital para tentar que gigantes do setor tecnológico apliquem sansões a Rússia.


Outra estratégia mais direcionada a tecnologia da informação, é a sinalização do governo ucraniano recrutar um “exército de TI”, com a intenção de propagar ataques cibernéticos aos russos.


No entanto, vale pontuarmos, que antes mesmo dos ataques das tropas russos começarem em solo ucraniano, a Ucrânia já era alvo no ciberespaço. Utilizando hackers para desferirem os ataques digitais, com a intenção de derrubar a infraestrutura do alvo, derrubando sites importantes para o país. A maioria dos ataques ocorre de maneira massiva e são do tipo Distributed Denial of Service (DDoS), deixando páginas ucranianas indisponíveis para os usuários.


Não é de hoje o conflito cibernético entre os países do leste europeu, em 2014, quando os russos anexaram a região da Crimeia em seu território, os mesmos passaram, a desenvolver, cada vez mais, competências de ponta no âmbito de ciberataques e ciberdefesa. Pode-se dizer que desde então, eles vêm explorando e implementando recursos tecnológicos amplamente.


Um exemplo disso, é o NotPetya, onde hackers russos utilizaram servidores hackeados de uma determinada empresa de contabilidade da Ucrânia, a Linkos Group, neste ataque foi disseminado códigos que passaram, a serem chamados "NotPetya”. Na época, cerca de 80% da infraestrutura digital da Ucrânia ficou comprometida, causando inúmeras preocupações, por exemplo, o sistema responsável por controlar o índice de radiação da usina nuclear de Chernobyl ficou desativado por horas.


Outro uso da tecnologia da informação que sem sendo explorado em ciberataques russos, é a introdução de portas de acesso (backdoors) de modo a explorar as vulnerabilidades ucranianas. Entretanto, no conflito que teve início este ano entre os dois países, tem sido muito utilizado nos ataques cibernéticos um software do tipo data wiper, cuja função é de apagar dados. Também estão ocorrendo ataques de desfiguração (defacement), estratégia utilizada para apagar informações importantes, modificando-as por dados falsos, levando os usuários de internet a se confundirem com a veracidade da informação, podendo acarretar efeitos psicológicos na população civil.


Estratégias defensivas

Embora a guerra cibernética esteja ocorrendo entre os dois países na Europa, é importante, nós usuários de internet tomarmos algumas precauções ao navegarmos pela internet, isso porque tem aumentado substancialmente o número de ataques cibernéticos, não só direcionados aos países envolvidos no conflito armado. No entanto, em meio os grandes momentos de tensão, como esse, ciberminosos aproveitam as brechas da população para espalharem o caos.

Tendo noção disso, é imprescindível que usuários mantenham boas práticas de navegação que é sempre uma ferramenta essencial no combate aos ciberataques, uma boa educação e atenção dos usuários, podem reduzir muito as brechas que os hackers buscam. Sendo assim, é imprescindível ter cautela, não acessar links maliciosos, não realizar download de arquivos suspeitos no e-mail, etc.


É fundamental, mantermos sempre nossos dispositivos móveis com patches de segurança atualizados, de modo a descartar eventuais vulnerabilidades. Softwares, firewalls, dispositivos de acesso remoto, todos devem ser chegados e atualizados com frequência, de modo a garantir maior segurança, além de proteger contas pessoais e certificar-se que backups estão sendo feitos regularmente.


Esses são apenas alguns procedimentos que podemos realizar para nos mantermos seguros, não só nesse momento de conflito, mas como medida educativa para boas práticas de navegação.

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