Telemedicina - A tecnóloga a serviço da saúde


Desde que se iniciou a pandemia decorrente ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), muitas pessoas deixaram de cuidar da saúde ou até mesmo de procurar atendimento médico em unidades de pronto atendimento hospitalar, quando necessário. Devido ao medo de uma possível infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Muitos profissionais dos mais diferentes setores precisaram se adaptar e imergir ao mundo virtual para continuarem com sua rotina de trabalho, com os profissionais da saúde não foi diferente. Com a alta demanda por consultas eletivas, uma lei de caráter emergencial foi criada para que os profissionais da saúde pudessem realizar atendimentos médicos através de videoconferência com seus pacientes.

No artigo de hoje, vamos abordar sobre esse tema tão atual que é a telemedicina. Boa leitura!


Mas afinal, o que é telemedicina?

A telemedicina é uma área da saúde que tem como principal objetivo realizar atendimentos médicos de forma remota, tal como, realizar consultas, interpretação e análises de exames, monitoramento do paciente, tudo isso de forma remota através de videoconferência.


A telemedicina é reconhecida como uma importante área da medicina moderna pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde a década de 1990. Entretanto, há relatos de que o primeiro registro de telemedicina tenha ocorrido em 1967, promovida por um Hospital de Massachusetts que desenvolveu uma linha de comunicação para auxiliar os profissionais da saúde que realizavam atendimentos de emergência em aeroportos.


No que lhe concerne, a telemedicina veio se desenvolver e ganhar destaque décadas depois. Tendo como premissa de levar atendimento médico para locais em que a distância geográfica é um fator crítico. Contudo, vem sendo amplamente abordado em meio à crise sanitária em que estamos enfrentando.


É valido ressaltar que embora o atendimento seja realizado remotamente, a telemedicina é exercida por profissionais da saúde, devidamente regularizados no Conselho Federal de Medicina (CFM).


A telemedicina no Brasil

No Brasil a telemedicina foi sancionada em caráter emergencial em abril de 2020 por meio da Lei n.º 13.989. Onde autoriza o uso da telemedicina em território nacional enquanto durar a crise sanitária ocasionada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), ou seja, por se tratar de uma lei em caráter emergencial, o exercício da telemedicina é temporário.


Com base no Art. 3 da Lei n.º 13.989/20, entende-se que a telemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças, lesões e promoção de saúde.


Conforme o Conselho Federal de Medicina que chancelou a telemedicina no Brasil, há uma comissão especial do conselho que está revisando a prática da telemedicina, que está regulamentada com base na resolução CFM n.º 1.643/02, deixando evidente que a prática do atendimento médico remoto tem como finalidade, reduzir e/ou evitar que pacientes que não apresentem quadros clínicos graves, circulem por unidades de saúde.

Ainda segundo o Conselho Federal de Medicina, a telemedicina não substituirá a presença física do profissional da saúde quando se fizer necessário, ela é apenas uma ferramenta que recorre a recursos tecnológicos que permitem que o paciente tenha o acesso à saúde facilitado.


Importância da Telemedicina

Para que a telemedicina seja praticada de modo coeso, ela conta com recursos tecnológicos para propiciar melhorias em processos frequentemente utilizados na área da saúde. Podemos dizer que a telemedicina tem uma enorme relevância quando se trata em reduzir custos.


Além disso, por contar com o auxílio da tecnologia, a telemedicina rompe barreiras geográficas facilitando o acesso aos serviços de saúde em áreas afastadas. E como a premissa da telemedicina no Brasil veio decorrente a pandemia, ela acaba reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes em unidades de saúde.


Visto que a maior relevância da telemedicina é o baixo custo, tornando-se mais acessível aos pacientes que necessitam de consultas eletivas, além de contar com a praticidade. Entretanto, deve-se considerar que a prática mesma se aplica apenas a casos específicos e pontuais.


Afinal, para que serve a telemedicina?

Visto que já sabemos o que é e qual sua importância, é chegada a hora de conhecermos de fato as especificidades que a telemedicina tem, ou seja, ela é pautada para abranger duas grandes propostas, sendo eles:


Atendimento médico: consultas eletivas ou que apresentam baixa urgência e podem ser realizadas à distância, assim, facilitando o acesso ao atendimento médico sem a necessidade de se dirigir a uma unidade de saúde.


Monitoramento: a telemedicina tem como uma de seus pilares, realizar o vídeo monitoramento dos pacientes, essa prática é muito utilizada pela medicina preventiva, para monitorar pacientes com doenças crônicas, idosos e gestantes.


Como a telemedicina funciona?

A telemedicina funciona a partir da soma dos recursos tecnológico e profissionais qualificados, tal como equipamentos digitais e plataformas especifica para realizar a consulta via videoconferência.


Para realizar o atendimento via telemedicina, tanto o profissional da saúde quanto o paciente que recorrerão a uma plataforma específica para realizar a consulta. Seguindo os mesmo princípios de um atendimento médico presencial, a consulta remota deve obedecer ao horário marcado previamente.


Através de um smartphone ou notebook, o paciente ingressa em um ambiente virtual onde o médico conectado realizará a consulta, permitindo que o mesmo através de videoconferência possa ver e ouvir o paciente. Para facilitar o atendimento, o médico recorre a prontuário eletrônico, possibilitando de forma prática que o mesmo prescreva medicamentos e realize solicitações de exames.


Ao final do atendimento, o médico assina digitalmente o prontuário do paciente, assim como, eventuais pedidos de exames e prescrições, enviando para o e-mail ou celular do paciente.


Desafios da telemedicina

Consideramos a telemedicina como uma nova tecnologia no Brasil, entretanto, precisamos considerar que a mesma está em prática em caráter emergencial, decorrente a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Mas devido à proposta de facilitar o acesso à saúde e diminuir a demanda das unidades de saúde, especula-se que a telemedicina possa vir a continuar em prática.


Os principais desafios giram em torno da plataforma utilizada para o atendimento, visto que utilizar WhatsApp e Zoom não é adequado, pois, não proporciona um padrão efetivo de qualidade, além de não garantir sigilo nas informações dos pacientes. Pois, é imprescindível que as informações dos pacientes estejam seguras. Sendo ideal uma plataforma especifica para atendimentos médicos.

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