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Tempestade Solar! será que teremos um apagão da internet? entenda...



No último domingo, 24 de março, a Terra foi atingida por uma tempestade geomagnética de intensidade G4, marcando um fenômeno de alta potência relacionado ao Sol e causando significativos distúrbios no campo magnético terrestre.


De acordo com o Centro de Previsão do Tempo Espacial dos Estados Unidos, essa tempestade representa o episódio mais vigoroso dos últimos seis anos, classificado como nível G4 na escala de intensidade, cujo máximo é G5.

O evento foi precedido por uma grande erupção solar ocorrida no sábado, 23 de março, que resultou em uma ejeção de massa coronal de classe X com magnitude 1.1. Essa erupção lançou uma nuvem de plasma e radiação para o espaço, que eventualmente encontrou a magnetosfera da Terra no dia seguinte, provocando ondas de choque e permitindo uma penetração mais profunda da radiação solar na atmosfera terrestre.


Os cientistas já previam a ocorrência dessa tempestade. Em 23 de março, o físico solar Keith Strong compartilhou sua previsão, indicando que a maior parte da ejeção de massa coronal passaria sobre a Terra, afetando principalmente a região sul. Ventos solares atingiram velocidades de até 500 km/s, resultando em auroras visíveis na Austrália e na Nova Zelândia, além de possíveis problemas tecnológicos, como variações de voltagem, anomalias em satélites e degradação nos sistemas de GPS.


Além da magnitude do evento, os cientistas destacaram características incomuns, como a composição por duas explosões solares simultâneas, o que sugere uma fase de maior atividade solar conhecida como "máximo solar" ou algo próximo a isso. Isso indica a possibilidade de mais tempestades geomagnéticas ao longo do ciclo solar de 11 anos.


Consequências Ampliadas: Impactos da Tempestade Solar Além da Atmosfera


Cristiano Wrasse, pesquisador da divisão de geofísica espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ressalta que uma das principais consequências da tempestade solar pode ser a queda ou interrupção no sistema de comunicações de internet via rádio, enquanto o sistema de internet via fibra óptica está mais seguro contra oscilações.

Wrasse explica que a tempestade magnética pode interferir nos sinais de telecomunicação, provocando quedas ou ruídos nos sinais de rádio. Ele destaca que os usuários de internet via rádio podem ser mais afetados do que os de fibra óptica, embora possam surgir problemas na internet a cabo devido à interferência magnética na ponta de redistribuição.

O pesquisador pede cautela, garantindo que "o mundo não vai acabar", mas alerta para consequências potencialmente severas se a tempestade solar estiver direcionada para a Terra, incluindo a possibilidade de interrupções na internet devido à falta de luz ou falhas nos satélites.


Não se limitando apenas à internet, a tempestade solar também pode induzir correntes elétricas ao solo, afetando infraestruturas como vias de transmissão de alta voltagem e oleodutos, interrompendo a distribuição de energia e combustíveis, respectivamente. Além disso, sistemas autônomos de comunicação em setores como aeroportos, minas e agricultura informatizada podem enfrentar problemas durante a tempestade solar.


Um exemplo histórico é o apagão que atingiu seis milhões de habitantes de Quebec, no Canadá, em 10 de março de 1989, após uma tempestade solar que causou um blackout de 12 horas devido a descargas elétricas na rede de distribuição de energia.


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